O ENCONTRO COM O SAGRADO, A CONEXÃO DA ALMA E ESPÍRITO
Ter um tempo na natureza faz com que prestemos mais atenção ao nosso redor e em nossos pensamentos mais profundos. A ausência de ruídos, barulhos, correrias, o som dos pássaros, das folhas, do vento nas árvores e a contemplação do verde, nos proporciona momentos únicos de elevar nossa espiritualidade e nos aproximar do eterno e infinito poder de vida que atua em nós. Ficamos mais abertos e propícios ao transcendente, mais fáceis para experiências com nosso interior, vivenciamos experiências sobrenaturais e profundas...
assim alcançamos o nosso bem-estar pleno.

A CONTEMPLAÇÃO
Quando temos algum tempo de contemplação entramos num estado de meditação, uma prática milenar que segundo estudos da ciência moderna, acalma a mente e literalmente molda o cérebro. A prática de meditar é capaz de promover mudanças estruturais no cérebro, aumenta a massa cinzenta, parte responsável por regular emoções, coordenar movimentos e tomar decisões mais acertadas. O córtex pré-frontal também ganha reforços e estudos feitos com imagens cerebrais indicam aumento da espessura cortical e melhor conectividade neural nessa região especialmente em áreas ligadas à memória, ao aprendizado, à regulação emocional e na parte responsável por decisões inteligentes, foco e consciência. A chamada neuroplasticidade, a capacidade do cérebro de se reinventar, também é impulsionada.
A meditação tem efeito direto sobre neurotransmissores que promovem alegria e bem-estar. Isso ajuda a aliviar sintomas depressivos e a criar uma base emocional mais estável e positiva. E traz serenidade, contentamento e menos ansiedade. Menos pânico, mais paz.
Um investimento na saúde e no bem estar com recursos naturais
Alguns estudos comprovam que a natureza traz muitos benefícios aos que desfrutam de algum tempo envolvido nela ou apenas em contemplação da mesma. O ar puro, as paisagens, a tranquilidade e o silêncio permitem as pessoas se desligarem de suas rotinas extasiantes e aceleradas e ao prestar atenção na natureza ou ao ouvir o canto de um pássaro, deixam de pensar em si mesmas e em suas dificuldades, recarregando assim, suas energias e encontrando soluções e até, superação de suas limitações. Buscar refúgio em áreas verdes é uma necessidade vital. Estudos têm demonstrado que passar tempo ao ar livre, seja caminhando em trilhas, praticando esportes em parques ou simplesmente relaxando em um gramado, promove a redução da pressão arterial, fortalece o sistema imunológico, melhora a capacidade pulmonar e até mesmo auxilia na recuperação de doenças. O foco terapêutico de vivências e experiências na natureza, se desenvolve de forma preventiva e regenerativa. Um ambiente cercado por árvores, pássaros, flores e diversos componentes em áreas verdes, pode oferecer a prevenção e a restauração da saúde.
Benefícios do contato com a natureza:
- Melhora a saúde física, mental e emocional
- Fortalece o sistema imunológico
- Protege o coração
- Reduz o estresse e a pressão arterial
- Melhora a concentração
- Recolhimento interior para concentrar na oração e na espiritualidade
- Sintonia, equilíbrio, quietude mental
- Momentos de reflexão, inspiração, de meditar e de renovar forças e energia
- Integrar corpo, mente e espírito, imerso num tempo longe do barulho e agitação
Em tempos de rotinas em que tudo é ou tem de ser instantâneo, que as respostas são imediatistas, de muita correria, de muita agitação e de atividades exageradamente aceleradas, a saúde mental das pessoas está se deteriorando rapidamente e crescem os índices de pessoas com transtornos mentais e de comportamentos. Basta ver a quantidade de pessoas com autismo, tdah, hiperativas, com desajustes emocionais, sem resiliência, explosivas por qualquer motivo e desesperadas, algumas com ansiedade, síndrome do pânico, burnoult ou algum tipo de esgotamento mental e/ou emocional.
Nesse contexto, a natureza e seu uso terapêutico traz muitos benefícios, equilíbrio e novas ferramentas para o dia a dia. E pode ser utilizada para todas as idades.
A seguir, alguns links e informações importantes sobre saúde e práticas terapêuticas com estudos comprovados dos efeitos positivos e importantes da vida na natureza.
Link da National Geographic:
A natureza é um bom remédio para o corpo e a mente. A ciência explica o porquê | National Geographic
(...) Os médicos não costumam prescrever que seus pacientes passem tempo na natureza, mas talvez devessem. Um conjunto robusto de pesquisas mostra que estar em espaços verdes – como parques, bosques, florestas, montanhas e similares – é benéfico para o bem estar físico e mental das pessoas.
Um relatório chamado “Green and Blue Spaces and Mental Health” (Espaços verdes e azuis e saúde mental), publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que o tempo na natureza – incluindo áreas urbanas e periurbanas – melhora o humor, a mentalidade e a saúde mental.
(...) Outro estudo publicado no ano passado na revista Occupational & Environmental Medicine descobriu que as pessoas que visitam espaços verdes cinco ou mais vezes por semana têm um uso significativamente menor de medicamentos psicotrópicos, anti-hipertensivos e para asma do que aquelas que passam menos tempo na natureza.
(...) Pesquisas demonstraram, por exemplo, que a prática japonesa de "banho na floresta" (também conhecida como Shinrin-yoku) – que envolve caminhar lentamente em uma floresta e inalar substâncias perfumadas chamadas fitoncidas, que são liberadas pelas árvores – reduz a pressão arterial das pessoas, alivia os sintomas depressivos e melhora sua saúde mental.
A ausência de ruído e as qualidades restauradoras dos espaços verdes promovem a atenção plena, que por sua vez reduz o risco de transtornos de ansiedade e depressão.
(...) De fato, um estudo publicado em uma edição de 2019 da revista Frontiers in Psychology constatou que, depois que as crianças fizeram uma caminhada de 30 minutos em um ambiente natural – com campos de grama ondulados, terras agrícolas e áreas florestais –, elas tiveram um padrão de respostas mais rápido e estável a uma série de testes relacionados à atenção do que depois de caminharem em uma área urbana.
COMO O CONTATO COM A NATUREZA PODE AJUDAR NA SUA SAÚDE?
Estudos comprovam que a conexão com o verde diminui o risco de doenças mentais¹ e já existe técnica para o ‘consumo diário’ de natureza em grandes metrópoles (...) O contato com a natureza pode ser benéfico para diminuir sintomas relacionados ao estresse ou ansiedade. O contato com a natureza, tem se mostrado um excelente remédio no auxílio ao combate de transtornos mentais, além de melhorar a capacidade de resiliência e a superação de estresses pós-traumáticos.
A exposição a áreas verdes, ao ar limpo, a ambientes abertos, ao sol e a temperaturas menos abafadas contribui para a percepção dos mais variados estímulos sensoriais, como visual, auditivo e olfativo. Essa capacidade de receber informações sobre diferentes partes do corpo modula positivamente muitos aspectos fisiológicos, psicológicos e comportamentais que permeiam a atividade do sistema nervoso.
As ’doses diárias de natureza’ https://www.bbc.com/portuguese/geral-57322312
Mais e mais evidências sugerem que espaços verdes podem reduzir o estresse, revigorar o humor, melhorar a concentração e até têm o potencial de estimular nosso sistema imunológico. Se você já é um ávido amante da natureza, deve ter notado como seu corpo se acalma com a visão dela. Quando você está em um espaço verde, você para, escuta, respira. Sua frequência cardíaca diminui, você se sente mais calmo e seu pensamento fica mais claro. Passar mais tempo em áreas verdes pode ter um impacto duradouro em sua saúde e bem-estar, reduzindo o número de visitas ao médico e até melhorando seu humor a longo prazo. Pesquisas têm consistentemente mostrado que mesmo períodos menos frequentes na natureza têm efeitos mensuráveis em seu corpo e cérebro. Elas sugerem que passar um total de 120 minutos por semana na natureza é a chave para maximizar seus benefícios a longo prazo. Um estudo recente no Reino Unido envolvendo cerca de 20 mil pessoas descobriu que aqueles que passavam pelo menos duas horas por semana em uma área verde eram significativamente mais propensos a relatar boa saúde e maior bem-estar psicológico. (...) A evidência dos benefícios de passar tempo na natureza é agora tão convincente que médicos em algumas partes da Escócia prescrevem a atividade a seus pacientes com condições de doenças cardíacas e depressão.
'Banho de floresta'
A prática também é indicada como terapia no Japão, onde ganhou até um termo próprio. Os "banhos de floresta", ou shinrin-yoku, surgiram nos anos 1980 como uma forma de terapia psicológica e física.
O "banho" significa passar tempo na floresta absorvendo sua atmosfera com o objetivo de atingir um certo estado de bem-estar e reconectar com as áreas verdes do país. Vários estudos investigaram os benefícios da prática japonesa. Os cientistas descobriram que o "banho de floresta" tem um impacto significativo no seu sistema imunológico, aumentando em 50% as chamadas "células exterminadoras naturais", um tipo de linfócito necessário para o funcionamento do sistema imunitário inato. O mecanismo exato que causa isto ainda está sob investigação.
Os estudos envolveram dois grupos. O primeiro fez uma viagem em um fim de semana prolongado para uma floresta próxima. Ali, os participantes fizeram uma bela caminhada de duas horas em uma floresta durante três dias consecutivos. Os participantes do segundo grupo fizeram uma viagem igualmente atraente para a cidade mais próxima como turistas. Eles exploraram a cidade a pé pela mesma duração e nos mesmos horários do dia. No final das viagens, uma série de exames de sangue revelou que a viagem à floresta aumentou a atividade das células assassinas protetoras naturais dos participantes em impressionantes 56% - e elas permaneceram 23% mais altas do que antes, mesmo um mês após o retorno do grupo. Já a viagem pela cidade não surtiu efeito. A professora Ming Kuo, da Universidade de Illinois em Urbana e Champaign, nos Estados Unidos, vem explorando os benefícios da natureza para a saúde há mais de uma década, observando seus efeitos na suscetibilidade a infecções, bem como na saúde mental. Estudos descobriram que a exposição a espaços verdes pode impactar significativamente os níveis de cortisol presente na saliva, que é um marcador de estresse. Outros demonstraram que a exposição a espaços verdes está associada a reduções na pressão arterial e na frequência cardíaca, algo que tem um impacto significativo no risco de doenças cardíacas.
E não são apenas as paisagens verdes que têm um impacto profundo em nossos corpos e cérebros - parece que mesmo apenas os sons da natureza podem realmente mudar nossa atividade cerebral também. Cada vez que você ouve os sons suaves do canto dos pássaros ou de um riacho, as ressonâncias cerebrais mostram que sua atenção se desvia naturalmente para fora, você fica menos envolvido com seus próprios pensamentos - e isso ajuda a reduzir os níveis de ansiedade.
"Fazenda de repouso" - acolhimento durante o dia, creche de idosos
Como cuidar de plantas ajuda a viver mais e melhor https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx27p1q52j4o
À medida que os pesquisadores reconhecem os vastos benefícios cognitivos do trabalho na terra, mais comunidades estão integrando a jardinagem aos cuidados de saúde — tratando diversas necessidades por meio de atividades socialmente prescritas na natureza, ou prescrições verdes.
"As prescrições de natureza podem aumentar a atividade física e a conexão social, ao mesmo tempo em que reduzem o estresse, o que tem vários efeitos positivos sobre a pressão arterial, o controle do açúcar no sangue e o peso saudável, reduzindo o risco de doenças que podem levar à demência", diz a médica de família Melissa Lem, de Vancouver, que é pesquisadora da Universidade de British Columbia, no Canadá, onde ela estuda as oportunidades e as barreiras em torno das prescrições baseadas na natureza.
"Todos nós sabemos que mais atividade física melhora a saúde física e mental, mas a jardinagem potencializa esses benefícios", ela explica. Novos dados lançam luz sobre as vantagens de se dedicar à jardinagem. Em um estudo inédito, pesquisadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, investigaram se poderia haver uma relação entre a jardinagem e as mudanças na inteligência ao longo da vida. O estudo comparou as pontuações dos testes de inteligência dos participantes aos 11 anos e aos 79 anos. Os resultados mostraram que aqueles que se dedicavam à jardinagem apresentavam uma melhora maior na capacidade cognitiva ao longo da vida, do que aqueles que nunca ou raramente faziam jardinagem.
"Participar de projetos de jardinagem, aprender sobre plantas e cuidar do jardim de uma forma geral envolve processos cognitivos complexos, como memória e função executiva", afirmou Janie Corley, principal pesquisadora do estudo, em comunicado à imprensa. Corley diz que alguns destes benefícios podem vir da teoria de "use ou perca" a estrutura cognitiva, que sugere que a força das nossas habilidades mentais na idade adulta depende da frequência com que as usamos. Quando deixamos de realizar tarefas que estimulam determinadas partes do cérebro, essas partes começam a perder sua funcionalidade, mas se envolver regularmente nessas atividades - como resolução de problemas, aprendizado de uma nova habilidade ou criatividade - na idade adulta pode ter o efeito oposto.
Um estudo realizado em 2002 com mais de 800 freiras nos Estados Unidos constatou que a participação frequente em atividades cognitivamente estimulantes reduzia o risco de Alzheimer. Um estudo mais recente com idosos no Japão mostrou que a participação em atividades significativas poderia proteger contra o declínio da função da memória. Enquanto isso, outras pesquisas revelaram que após uma intervenção de atividades cognitivamente estimulantes, geralmente em um ambiente social, participantes observaram melhorias na cognição, no humor, na comunicação e na interação social. (...) Um estudo de 2006 da Universidade de Nova Gales do Sul, que acompanhou australianos do sexo masculino e feminino na faixa dos 60 anos, descobriu que aqueles que faziam jardinagem diariamente tinham um risco 36% menor de desenvolver demência do que aqueles que não faziam. Também foi demonstrado que a jardinagem melhora a atenção, diminui o estresse, as quedas e a dependência de medicamentos. Alguns destes benefícios cognitivos podem vir do simples fato de estar na natureza. Roger Ulrich, especialista mundial no design de sistemas de saúde, que é professor de arquitetura na Universidade de Chalmers, na Suécia, foi um dos primeiros a associar a exposição à natureza à redução do estresse. Ao longo das décadas de 1980 e 1990, ele conduziu uma série de estudos de referência que mostraram como o simples fato de olhar para árvores e outras plantas — até mesmo mesmo pela janela — pode reduzir a dor, estimular emoções positivas e reforçar a concentração. Pequenas doses de natureza podem melhorar o bem-estar dos seres humanos modernos. Alguns dados parecem reforçar a teoria de que evoluímos para nos recuperar e curar com mais eficácia quando estamos cercados por natureza.
Da mesma forma, Lem sugere que alguns destes benefícios advêm da nossa evolução — como nossos cérebros são atraídos para ambientes com alta biodiversidade por serem ideais para a sobrevivência.
"Os efeitos da natureza são tão poderosos que fragmentá-la em seus componentes — seja olhando para imagens da natureza, ouvindo os sons da natureza ou sentindo o cheiro da natureza — também pode melhorar significativamente nossa saúde", diz Lem, que recentemente conduziu um programa piloto de prescrição de natureza com uma instituição de arte no Canadá. (...) Ela cita dois estudos com adultos americanos — um que constatou que quem praticava jardinagem por mais de uma hora por semana tinha um risco 66% menor de parada cardíaca, e outro que mostrou que a jardinagem era um "indicador forte e independente de densidade óssea positiva". A jardinagem pode ajudar as pessoas a desenvolver maior destreza manual, massa muscular e resistência aeróbica, além de promover maior mobilidade. Ainda assim, para as pessoas que já sofrem de demência, pesquisas sugerem que esses benefícios têm um valor extra, melhorando o humor, o comportamento e a capacidade de comunicação. Agora, "fazendas de repouso" dedicadas a pessoas com demência estão surgindo em toda a Europa e no Reino Unido.
Espaços verdes e desenvolvimento cognitivo em crianças do ensino fundamental
O contato com a natureza também assume um papel fundamental sobre o desenvolvimento cognitivo. Essa relação já foi apontada em estudo que demonstrou, ao longo de 12 meses, que a exposição de alunos do ensino básico a espaços verdes promoveu melhora da capacidade de memória e redução da desatenção.
- Os espaços verdes são de grande benefício para crianças e adolescentes.
Este estudo foi baseado em 2.593 crianças em idade escolar do segundo ao quarto ano (7 a 10 anos) de 36 escolas primárias em Barcelona, Espanha (2012-2013). O desenvolvimento cognitivo foi avaliado como uma mudança de 12 meses na trajetória de desenvolvimento da memória de trabalho, memória de trabalho superior e desatenção, usando quatro testes cognitivos computadorizados repetidos (a cada 3 meses) para cada resultado. Observamos um progresso aprimorado na memória de trabalho e na memória de trabalho superior aos 12 meses, e uma redução maior na desatenção aos 12 meses. Acredita-se que o contato com a natureza desempenhe um papel crucial e insubstituível no desenvolvimento cerebral. (...) As crianças passam uma parte considerável do seu tempo diário ativo nas escolas e o “exercício verde” tem sido relacionado com uma melhor saúde mental. (...) incluindo menor risco de depressão e ansiedade em crianças (...) e ter "efeitos terapêuticos" nos sintomas do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade em crianças.